2018/08/19

SILÊNCIO AZUL...


Imagem do Google

Silêncio azul...


Silêncio azul…
Palavras emudecidas...
Em meu seio por escrever...
Descortinam horizontes,
Vislumbrando pontes
Para além de mim…
Meu sonho?!
E eis que de lés a lés,
Um vulto se expande...
Em desvelo!…
Será a minha alma nua?…
Será a tua?...
Tão linda, tão rubra!…
Em segredo…
Inclinando-se aos pés de Deus...
Ah, e no escrutínio revela...
Um amor profundo...
Elevando as suas mãos, 
Pede a bênção da eternidade…
E ora, ora, ora…
Esvaindo pérolas em flor…
Dos seus doces olhos…
Tão infinitos d´Amor!...

© Helena M. Martins 

2018/07/29

PELAS ASAS DE UM TEMPO TEU A VOAR


Imagem - ECLiP$E 


APRENDENDO PELAS ASAS
DE UM TEMPO TEU A VOAR


Solta a alma, pela janela de outra vida,
Libertando teu coração aprisionado,
Pelo doce voo de um mar enamorado.
Vai, sem receio, alada pela loucura desmedida,

Enfrenta com serenidade a fúria do mar
Libertando ligeiramente as ondas salgadas
Pelo vento que circunda as asas de um amar.
Vai, sem pressa de voltar às janelas fechadas,

As malfadadas que te tomam os dias
E surrupiam os mais belos momentos.
Porque não deixas o Sol entrar pelas poesias

Que hão-de ser outro mar? A visão de artista
Certo dia existirá, e a olhos vistos,
Tal a beleza de uma natureza que conquista.

Solta a alma, pela janela de outra vida,
Aprendendo pelas asas de um tempo teu a voar.

© Ró Mar

2018/05/28

AMADA POESIA




AMADA POESIA 


Ó minha amada Poesia
É a ti que minh´ alma adora 
E é por ti com energia 
Que sempre luto a cada a hora!

Nesta manhã de sol brilhante
Inflamado de harmonia
Eu te louvo esfuziante
Ó minha amada Poesia.

Acolhe, pois, este meu preito
Numa esperança que aflora
E te juro, dentro do peito,
É a ti que minh´ alma adora.

Neste mundo desvirtuado
Que minimiza a Poesia
Repara qu´ estou apaixonado
E é por ti, com energia.

Nesta ridente primavera
Em que todo o ser s´ enamora
É num testemunho-quimera
Que sempre luto a cada hora.

Nada acontece por acaso
Neste humanizado universo
Desça à terra o meu Parnaso
Para enobrecer cada verso.

Ó Poesia, ó minha Diva
Co´ as minhas musas mais discretas,
Quero cantar numa alma viva
Este meu louvor aos poetas.

E, com este mesmo objectivo,
Tu, ó Calíope protectora
Dá-me, em sagrado lenitivo,
A tua bênção nesta Hora!

Frassino Machado
JANELAS DA ALMA